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BIBLIOTECA DE CONTROLE MENSAL

Ferramentas Essenciais para Estabilização









 
O ALCOOLISMO E A FUGA DA REALIDADE;

UMA ABORDAGEM CRISTàE PSICANALÍTICA
 



 9.0       FERRAMENTAS ESSENCIAIS PARA ESTABILIZAÇÃO


 

 O ensino religioso pode servir de prevenção contra os vícios e ajudar na reabilitação do alcoólatra. Sendo assim, diz o Dr. Paulo “a terapêutica religiosa é uma das principais entidades na prevenção dos vícios [...] usada como recurso para reorientar psicológica e moralmente o interno, a religião estimula valores como a solidariedade e autoestima”. Reafirma, ainda, que há uma tentativa de reprodução da rotina familiar provocando a participação e o envolvimento do interno.

De acordo com o AA- Rio de Janeiro, localizado na Av. Presidente Vargas, 542 / 1201-7 - Centro, as vítimas do alcoolismo deveriam ser analisadas, isto é, submetidas a uma catarse mental e, com isto, fazer um exame  da consciência. O ‘inventario moral’ seria enriquecedor principalmente quando ocorressem as confissões ou discussões francas a respeito do assunto. ROUDINESCO e PLON, 1998, em seu Dicionário de psicanálise definem a catarse de acordo com a citação abaixo:

Palavra grega utilizada por Aristóteles para designar o processo de purgação ou eliminação das paixões que se produz no espectador quando, no teatro, ele assiste à representação de uma tragédia. O termo foi retomado por Sigmund Freud e Josef Breuer, que, nos Estudos sobre a histeria, chamam de método catártico o procedimento terapêutico pelo qual um sujeito consegue eliminar seus afetos patogênicos e então ab-reagi-los, revivendo os acontecimentos traumáticos a que eles estão ligados.
 
Na visão do Dr. Paulo Miguel Velasco as técnicas psicanalíticas são adequadas como ferramentas de estabilização do alcoolista, pois o paciente se sente mais amparado em análise e seu “ inconsciente aproxima-­se do consciente”:
[...] O paciente quando entra em análise – queira ele ou não- vai sendo possuído por vários níveis de sua mente, muitos deles primitivos, completamente estranhos ao “adulto” que ele é. Noutras palavras, o inconsciente aproxima-­se do consciente, produz nele infiltrações e faz sentir a sua presença. Por que digo que o inconsciente se aproxima? Por que o paciente sente­-se mais amparado estando em análise, mais confiante para lidar com “o estranho” dentro dele; ou seja, porque, pelo trabalho da própria análise, relaxam­-se as primeiras resistências, as chamadas resistências de primeira linha. Além disso, o paciente fica, naturalmente, mais atento à sua mente, e aquilo que em função de sua desatenção não enxergava, passa a enxergar. Como cada nova visão puxa outra, ele vai como que puxando fios enrolados e ocultos de sua meada inconsciente.
 
A dependência química é biopsicossocial. Qual a melhor forma de reforçarmos os fatores de proteção para lidar melhor com a problemática do alcoolismo?
 
O modelo mais apropriado para trabalhar os fatores de proteção é o fortalecimento disciplinar das áreas pessoal, familiar e social. Eis alguns exemplos que podem ser bem especulativos: melhorar a autoestima do usuário, suas crenças em regras sociais, trabalhar o relacionamento com a família, incentivá­-lo a ter amigos não usuários de drogas, orientá­-lo a buscar diversão em atividades que não envolvam drogas e focar sua atenção no trabalho (Dr. Paulo Miguel Velasco).
         

      
 
 


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